segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Hoje eu sou o que restou da dor

        Amor platônico também tem a sua graça, principalmente, porque é engraçado de contar. Você começa a viajar nisto tudo. Começa a ser alguém, ou ate mesmo ninguém. Talvez alguém invisivel, que admira a distância, sem a menor esperança de tornar-se vísivel. E ele? Ele é o motivo do seu amanhecer, é pura angustia ao anoitecer. Ele? É o brinquedo caro e você a criança pobre. A menina solitaria que quer ter o que não pode. Dona de um amor sublime, mas culpada por quere-lo. Como quem olha a vitrine mas jamais podera te-lo. Você sabe de todas as suas tristezas e alegrias dele. Mas ele nada sabes. Nem da sua fraqueza, nem da sua covardia, nem sequer que você existe. É como um filme banal, entre o figurante e a atriz principal. Seu papel era irrelevante para contracenar o final. 



Porque voce o ama? 
Porque ele não precisa de mim.

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